Giorgio Agamben, “Os Direitos do Homem e a Biopolítica”

No âmbito das declarações de direitos humanos feitas após a Segunda Guerra Mundial, Agamben analisa o trabalho de Hannah Arendt sobre refugiados, onde a autora afirma o declínio dos Estados-nação e ascensão do homem desprovido dessa característica nacional.

Nos séculos modernos, Agamben argumenta que é utilizado o conceito de soberania da antiguidade para construir um “sujeito soberano”, que seria o fundamento para a construção dos novos e grandiosos Estados-nação. O homem, nesse contexto, ao nascer se torna imediatamente nação. Assim, uma pessoa sem nacionalidade é reduzida ao nada. Em outras palavras, o sujeito não é politico, livre e consciente  mas sua vida nua significa que é cidadão, coberto de soberania. O surgimento de regimes totalitários, por exemplo, como o fascismo e o nazismo, não são nada a menos do que uma redefinição entre o homem enquanto ser humano e enquanto cidadão.

A questão dos refugiados, defendida por Hannah Arendt, representam uma mudança nos paradigmas até então vistos da relação entre indivíduo e nação e até onde uma pessoa pode ser considerada cidadã e, portanto, revestida de soberania. Isso ocorre porque esse fenômeno rompe com a continuidade entre homem e cidadão, nascimento e nacionalidade. A soberania moderna então apresenta uma mudança em relação a isso.

Alice Mueller

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s